sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

BCP , CGD e outros afins... ????

“SEM COMENTÁRIOS”, PORQUE NÃO?
POIS A MIM PARECE-ME DEVER DE TODOS NÓS DAR OS PARABÉNS AO
AUTOR DESTE ARTIGO.
COM MUITO RESPEITO TIRO O CHAPÉU AO SENHOR HENRIQUE RAPOSO…
E CUMPRIMENTO O “EXPRESSO”!


ESTE PROCURADOR é cá um videirinho!!!
O dr. Pinto Monteiro, esse homem fatal e atento, acha que há indícios de crime nas contas da Madeira. Pois claro, dr. Pinto Monteiro. Bater no ceguinho é uma atividade digna como outra qualquer. Mas onde andou V. Exa. quando o ex-primeiro-ministro transformou Portugal inteiro numa opaca Madeira em tamanho XXL? Onde? E, já agora, outra perguntinha: se há indícios de crime na Madeira, não existe nada nas contas e continhas e esqueminhas do BCP/CGD/Berardo/Vara? Nos nossos excelsos códigos napoleónicos, não existe uma figura, uma alínea para aplicar ao esquema entre o CGD/BCP/Berardo/Vara? Nada?
Não sabe do que estou a falar, meu caro? Não tem mal, eu refresco-lhe a memória. A CGD - o banco estatal português (isto é, meu e seu) e que deveria usar as escassas poupanças dos portugueses no fomento da nossa produção - gastou centenas de milhões de euros para financiar investidores privados para que estes tivessem a possibilidade de fazer uma OPA silenciosa sobre outro banco, o BCP. Um único indivíduo, um senhor que se veste à zorro, obteve da CGD uns míseros 360 milhões de euros para comprar quase 5% do BCP. E sabe o que é notável? Este zorro da África do Sul, o Johnny Berardo, deu como garantia à CGD as próprias ações que comprou. Não é um esquema notável? Se as coisas corressem bem, o Johnny vendia as ações e metia o lucro no seu bolso, sem nunca arriscar um cêntimo do seu próprio dinheiro. Se tudo corresse mal, quem se lixava era a própria CGD e os contribuintes (eu e V. Exa.). Parece que a realidade optou pela segunda hipótese. Consequências deste capitalismo chico esperto? Ainda não vi nada.
Mas sabe uma coisa, meu caro Procurador? O esqueminha não acaba aqui. Uma vez dentro do BCP, Berardo foi fundamental para a OPA agressiva ao BCP feita pela CGD. E sabe quem foi para direcção do BCP? Pois, já adivinhou: os administradores da CGD que deram a Berardo os 360 milhões, Santos Ferreira e o omnipresente Armando Vara. Agora diga-me uma coisa: em todas as nossas leis, as mais perfeitas do mundo e arredores, não existirá uma alínea que justifique uma investigação a este caso?

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